The Mall - Simplesmente ANIMAL!

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The Mall - Simplesmente ANIMAL!

Mensagem por Marcos RS em Qua Maio 08, 2013 1:06 pm



The Wall foi um excelente evento feito na Inglaterra em junho de 2011 dentro de um shopping center inativo. Nosso amigo Aalto esteve lá e fez uma bela postagem no Paintugall. A postagem original pode-se ser vista clicando AQUI

Segue a narração do Aalto:


Notas Prévias
- este rescaldo terá que ser naturalmente longo, pois a diferença da mecânica entre os nossos jogos habituais, e este cenário, obriga a detalhar alguns pormenores.
- peço desculpa pela escassez das imagens (sobretudo da fase de jogo) mas como perceberão pela minha descrição, era virtualmente impossível andar com uma máquina a fotografar, e ao mesmo tempo jogar. Peço que tenham paciência, mas em breve haverá vídeos feitos com câmaras instaladas nos capacetes, que provavelmente darão uma ideia bem melhor da intensidade do jogo.

Antecedentes e Esclarecimentos

Este jogo (The Mall) não é uma organização comercial, trata-se de um jogo organizado por um grupo de amigos que formam aquele que para mim é o mais interessante fórum de paintball (www.milsimcombat.com), e em concreto da equipe “residente”: os Raptors.
Como se pode perceber pelo nome, o propósito dos jogos deles é simular situações reais de combate, pelo que cada jogador pode apenas carregar o “loadout” de um soldado em situação de assalto, e toda a gente joga com marcadores mag feed (maioritariamente ATS´s) ou então no caso das X7 ou TM 15 usam tap cap.
O objectivo do jogo não é ganhar ou perder, mas sim desenvolver um cenário, com todas as situações que daí decorrem.

Local de Jogo

Para este jogo foi escolhido um centro comercial, que fica no centro da cidade de Reading, e que devido à abertura de outras grandes superfícies comerciais encerrou a actividade. No entanto à excepção do ar condicionado, todas as infra-estruturas estão intactas. Este local não está disponível para jogos de paintball (apenas airsoft), mas devido à reputação que os Raptors tem em Inglaterra a organização decidiu abrir uma excepção, pois toda a gente sabe que eles jogam um jogo mais táctico, com pouco consumo de bola, o que dava a garantia do lugar ficar decente após o jogo.




Ainda assim, foi utilizada uma bola “clear”, em que a casca é completamente transparente, e o interior das bolas é à base de água.




O número ideal de jogadores para este spot (de acordo com a organização) é de 80, no entanto como no caso do paintball há o risco de começar a haver muita bola pelo chão, e o piso tornar-se escorregadio, foi limitado a 35, ainda assim em alguns momentos e lugares (lobby central) começou a escorregar.
A zona para equipamento é excelente, com cadeiras para todos, mesas de apoio, casas de banho e um pequeno bar de apoio.




Jogo (procedimentos)

O cenário idealizado era o de uma zona comercial onde estava a acontecer actividade ilegal de um grupo de contrabandistas, que tinham que transportar esta mercadoria:



Se o fizessem com sucesso (levar do ponto A para o B) podiam ganhar $$$, que se apresentava nesta forma.


Para o impedir havia dois grupos, os policias (3 elementos) que basicamente faziam actividade de vigilância no ponto central do jogo (lobby) e que, em caso de encontrarem mercadoria em algum contrabandista, podiam levá-lo preso (o jogador ficava detido 15 minutos).




A terceira facção era o exército, que executava missões de busca de contrabandistas e recolha de contrabando, mas não podia efectuar detenções, isto é: quando encontrava material, ou alguém em flagrante delito tinha que segurar o local, até à chegada da polícia.




Um aspecto essencial desta mecânica era aquilo que normalmente se designa em teatro de guerra “rules of engagement”, ou seja; ao contrário de um jogo normal de paintball, aqui apenas os contrabandistas eram livres de disparar sem qualquer critério, quer a policia quer o exército, quando encontrava alguém das duas umas: se essa pessoa (contrabandista) não levasse marcador, nunca podia disparar sobre ele (apenas revistá-lo); se levasse marcador tinha que detê-lo sem recurso à força, a menos que este fizesse uma acção agressiva.

Concretizando: quando encontrava um contrabandista, mandava-o levantar os braços, ajoelhar e em seguida revistava-o. Se ele não fizesse nada de suspeito, nem carregasse contrabando tinha que o deixar ir, sempre com recurso a uma manobra policial, pois mal começou o jogo, eu na minha ingenuidade revistei dois contrabandistas, e em seguida mandei-os ir….e virei simplesmente costas. Claro, eles em seguida crivaram-me de cima a baixo…

Escusado será dizer que para tudo isto funcionar na perfeição, é preciso gente decente e honesta…e é por isso que isto não é para quem quer, mas sim para quem tem a honra de ser convidado!

O JOGO

Chegamos a Reading pelas 18:30, e foi equipar de imediato, reconhecer o local, ouvir o briefing de segurança dado por um membro ligado ao local, ouvir o briefing do jogo dado pelo Milo, comer uma buxa e siga…no jogo da noite apenas se deram inicio às personagens e não à história, ou seja o dinheiro e a mercadoria não entraram, treinamos e afinamos as “rules of engagement”, ajustou-se o equipamento: os rádios não funcionam pois não cruzam o betão de piso para piso, e a NightVision revelou-se ineficaz, pois o centro comercial alterna zonas de completo breu (arrumos e corredores técnicos) com zonas muito iluminadas (lojas e hall) pelo que assim que chegavas à luz ficavas cego, para mais toda a gente tinha fox táctico no marcador e quando cruzava a NV…cega completamente.




Ainda assim este primeiro contacto foi brutal, os Raptors são mestres em técnicas de CQB e no uso de pirotecnia, e estes dois factores combinado são o fim do mundo. Imaginem o que é varrer sala a sala, com manobras de in/ou, estar á porta de um sala completamente negra, lançar uma granada e entrar com os olhos a seguir as faíscas e o dedo no gatilho à espera do estouro…sem palavras.

Este primeiro contacto serviu ainda para fazer as primeiras cumplicidades, infelizmente o meu parceiro (Anotsu) não ia estar no dia seguinte, ainda assim adorei cada minuto passado com ele, já tinha noção que era um tipo excelente, aprendi imenso…espero jogar com ele outra vez em breve.

Parámos de jogar as 23:30, e fomos então limpar o equipamento, e também o cenário nos locais mais castigados pela bola, pois como era de prever neste primeiro impacto houve muito confronto no mesmo local (hall central) pois o pessoal ainda não dominava todo o complexo.
Há 1 da manhã, saco de cama…as 6 da manhã tudo de pé…as 7 da manhã tudo equipado para o grande jogo.

De manhã a minha equipe (exército) foi dividida em três “squads”, uma equipe de posicionamento táctico, que basicamente tinha que assegurar o nosso domínio no local mais estratégico (hall central), esta equipa basicamente estava parada em patrulha e vigilância e atacava a partir de uma posição fixa; uma segunda equipe fazia progressões lentas, para identificação e intel, quando chegavam a um local onde suspeitavam que houvesse actividade chamavam a terceira equipe (onde eu estava) e que era apenas composta por 4 homens, chefiados pelo igualmente mitíco Bushman…esse mesmo (esperemos que no nosso aniversário em Outubro haja local para ele dar umas aulas de CQB).

Basicamente o que nós fazíamos era “varrer alas” inteiras de salas. Os dois homens da frente (Bushman e Subz abriam o caminho, lançavam granadas quando se justificava e eu e o Mini Raptor completávamos a manobra de “clear” e fornecíamos fogo de suporte. As nossas acções eram tanto ou tão pouco agressivas que para acreditarem no que vos vou contar a seguir peço-vos que vejam a foto, e se ainda assim tiverem dúvidas…juro-vos pelos meus dois filhos!

AALTO (Coisas Incríveis parte 1) – há uma altura em que a Spec Ops Squad é chamada a varrer uma sala na cave, onde a inserção é feita através de uma escada rolante. Lança-mos uma granada pela escada a baixo, descemos em total agressividade e seguramos os quatro cantos da sala, sem ver nenhum contrabandista. Com os quatro homens a confirmar o “clear” fazemos silêncio, e ouvimos um pequeno bater de porta que vem de uma saída de emergência ao fundo da sala. O Jay corre na direcção da porta, activa outra granada, abre ligeiramente a porta e manda a granada. Após o estouro entramos de rompante na escada, que tem apenas lances ascendentes, subimos o primeiro lance a nada. Tentamos sair para a sala, mas como se trata de portas de emergência estas abrem apenas com barras anti-pânico pelo interior.

Subimos outro lance…e tudo igual! Subimos outro lance e: ESTAVA-MOS NA COBERTURA DO EDIFICÍO. Volto-me para trás de repente mas era…tarde demais! A porta fecha-se, e uma vez mais ela só abre pelo interior! Nos primeiros segundos ainda nos rimos com a situação, mas depressa nos apercebe-mos do sarilho onde estávamos metidos. Os rádio não funcionam, ninguém tem telemóvel, e a partir da cobertura as únicas almas penadas que vimos são 3 tipos e uma tipa, que estão numa varanda em frente ainda a curtir a noite passada, a tipa para gozar connosco, por estar-mos naquele estado, simplesmente: grita um palavrão, e levanta a camisa a mostrar as mamas, perante a minha cara de estúpido com tudo aquilo!




Após alguns minutos de completo desespero, começamos a procura de uma qualquer saída, que viemos a encontrar, pois o centro comercial foi feito em conjunto com um parque de estacionamento em altura na rua em frente, apesar de desactivado o parque continuou a funcionar pois está bem no Centro de Reading. Chegamos ao parque de estacionamento no último piso, na esperança de não encontrar ninguém, assim que entramos na caixa de escada damos de frente com uma pobre senhora que apanhou o susto da vida dela: dá de frente com 4 tipos todos equipados em “fully combat gear” empunhando ATS´s, provavelmente o marcador mais realista que existe no mercado! O Jay acalma a senhora dizendo “we´re friendly”…e descemos a caixa de escadas a todo o vapor.

Saímos do outro lado da rua: EM FRENTE A UMA LINHA DE TÁXIS E TAXISTAS que ficam completamente atónitos a olhar para nós, enquanto seguimos alinhados e em passo de corrida pelo passeio a baixo sempre com o Jay aos berros “don´t worry this is just a drill”. Entramos no centro comercial…e naturalmente ouvimos uma bronca por parte da organização, apenas atenuada pela nossa explicação (verdadeira) que a primeira porta não estava marcada com um (X) como todas aquelas que não podíamos abrir…sento-me e durante 20 não fiz mais nada senão tentar recompor-me enquanto pensava: como é possível vir de Portugal para Inglaterra e viver uma cena destas? Incrível…

Felizmente chegou a pausa para almoço, e tudo se recompôs…

Da parte da tarde e após a saída mais cedo do Bushman, fui outra vez transferido de equipe, desta vez para servir com o Butch (Raptor 10) numa equipe de 3 homens que estavam a fazer Black Ops.

Por esta altura o jogo já estava completamente caótico, os contrabandistas já tinham algum dinheiro, e isso permitiu-lhes corromper 2 dos 3 polícias em jogo…para piorar as coisas os contra apanharam vivo um militar, e organizaram um pedido de resgate…que resultou numa carnificina com toda a gente a abrir fogo ao mesmo tempo.

Na primeira parte da nossa missão andamos apenas nas zonas interiores (escuro) a tentar capturar um contra vivo para sacar a localização do dinheiro e da mercadoria. Isto para mim foi um choque pois o Butch não nos deixava usar fox, ele tem uma maeira de operar incrível: move-se pelos corredores tateando as paredes, seguimos em fila indiana com a mão esquerda a agarrar o colete do homem da frente e a direita no marcador. Quando sente alguém vir, pára, identifica e abrimos fogo na direcção das luzes…Garanto-vos que para além de ter-mos uma eficácia incrível, eles apanhavam cada susto…

E é então que a coisa se dá…

AALTO (Coisas Incríveis parte 2) – depois do exército identificar um local onde estava mercadoria, caminha-mos para aí uns 45 minutos em completa escuridão à procura de contras para lhe propor um negócio: nós levávamo-los até à mercadoria, e eles trocavam por dinheiro. O Plano do Butch era ganhar a confiança deles, coisa que se tornou fácil pois começou a correr na zona de segurança que a equipa de Black Ops se tinha passado para os contras, tudo isto devido a um mau entendido que aconteceu ao lançar-mos uma granada contra a policia…

Depois de encontrar-mos os contras eles começaram por acreditar em nós, e fomos até ao local da mercadoria, com tudo a correr bem. Chega-mos lá e subitamente: não estava lá nada!
Foi então que aconteceu o fim do mundo para nós os 3: os contras deixaram de acreditar em nós, expulsaram-nos e cada vez que nos viam….fogo! O exército tomou-nos como renegados, e assim que tentávamos voltar…fogo! E a polícia…bem a policia 2 eram corrutos e o terceiro nós tínhamos mandado uma granada contra ele quando estava a fazer uma detenção.

Assim sendo meus amigos…a minha última hora de jogo foi na completa escuridão a fazer aquilo que o Butch defeniu com “just trying to survive”… Houve uma vez que todo o exército passou por nós, e nós 3 completamente aninhados numa sala…acho que até já tínhamos medo de nós próprios…


(NOTA: Obviamente estes gajos vestidos nestes fatos horríveis de motocross feitos pela BT não estavam lá para o jogo, foram ter uma aula de CQB dada pelos "manos", ficaram tão bamzados com o cenário
e o equipamento do pessoal...que prometeram mudar de vida)

Quando estava-mos a tentar esgalhar um plano para ser-mos aceites de volta… o jogo acabou! E ainda bem que mais 10 minutos naquela condição de traidor miserável e dava um tiro em mim próprio só para acabar com o sofrimento…

FOI UMA JORNADA MEMORÁVEL…é só o que tenho a dizer!

Para ser tudo mesmo perfeito…mesmo a acabar o jogo a minha ATS decidiu asnear, pelo que não só tive a sorte de ver o Milo a abrir-lhe as tripas…como ela ficou em Inglaterra para uma revisão completa!...eheheheheheheh





Abraço a todos

PS – agradecimentos: ao ferra pois foi ele que me levou ao milsimcombat em primeiro lugar; ao Cloud que me emprestou a combat shirt, e aos Duros que me levaram e trouxeram do aeroporto…

PS2 – Ferra…esta é para te por invejoso: aqui está ele!...



Agora já sou oficialmente um Raptor…


Splinter...um gentleman


os manos...o Milo é um guru de ATS´s


Hiro...é a ele que devo o facto de ter uma ATS


Boodger...policia no jogo e na vida! este tipo leva isto muito a sério...

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Re: The Mall - Simplesmente ANIMAL!

Mensagem por Marcos RS em Qua Maio 08, 2013 1:09 pm

scratch Era o Nilson na penúltima foto?

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Re: The Mall - Simplesmente ANIMAL!

Mensagem por Jonilson em Qua Maio 08, 2013 9:29 pm

Kkkkk

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Re: The Mall - Simplesmente ANIMAL!

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